4 de abril de 2011

Concurso: "Quem Conta um Conto Acrescenta um Ponto"

No âmbito do Concurso promovido pelo jornal Sol em articulação com o PNL "Quem conta um Conto Acrescenta um Ponto" direccionado aos alunos do 2º ciclo, a nossa biblioteca e os professores de Língua Portuguesa aderiram à participação no mesmo, de forma entusiástica. Tal como o regulamento contemplava, a escola tinha de seleccionar apenas um conto para enviar para o Plano Nacional de Leitura. Assim, e cumprindo os requisitos constantes do mesmo regulamento, foi seleccionado o conto “O Sonho de Teodoro ”escrito pela aluna nº7, da turma A, do sexto ano, Carolina Trindade. Estão de parabéns os alunos que participaram e que, através da sua leitura e imaginação conseguiram prendar-nos com histórias que nos levam a sonhar no mundo da fantasia!

Este conto é um exemplo:

O Sonho de Teodoro

(…) Ditas estas palavras, Teodoro sente-se aliviado, descobriu uma coisa muito importante para o equilíbrio do mundo. Manteve a sua riqueza consigo próprio, pois não se conseguia livrar dela, pedindo todas as noites a Nossa Senhora das Dores para que ressuscitasse o Mandarim e para que lhe restituísse a paz da miséria. Contudo, Teodoro foi perdendo esperanças de o Mandarim voltar. Mas, de repente, lembrou-se de uma coisa que o preocupava já há algum tempo: aquele homem sempre vestido de preto desapareceu, desde aquele dia em que tinha regressado de Lisboa “será que ele poderá ser o Demónio?”, “o que lhe terá acontecido?”. Com esta dúvida, surgiu silêncio em casa dele. Teodoro foi deitar-se com uma preocupação do tamanho do mundo inteiro. Na manhã seguinte, Teodoro acordou sobressaltado, pois tinha tido um pesadelo essa noite: sonhou com o homem de preto a transformar-se em Demónio e tentar matar o Mandarim que tinha fugido para o coração de Teodoro. Teodoro ficou com má impressão acerca deste sonho que parecia mais uma visão, mas, pelo contrário sentiu paz na alma e foi aí que percebeu que o sonho foi real. Quando Teodoro se vestiu e tomou o pequeno-almoço, saiu à rua e reparou que a sombra dele não tinha a mesma forma que ele. Era o Mandarim que habitava nele. Durante a tarde, Teodoro foi tentando saber tudo sobre aquele homem, descobriu onde ele morava antes e foi a essa casa que agora estava desabitada. Nessa casa, encontrou muitas fotografias do Mandarim e um diário secreto numa das gavetas. Teodoro sorriu contente com as descobertas que fez. Lendo esse diário, reparou que não era bem um diário, era mais parecido com um rascunho de um plano que dizia: “Matar o Mandarim para que o equilíbrio se descaia e seja mais fácil dominar o mundo fazendo um reinado de terror”. Visto isso, Teodoro voltou para casa para meditar e consultar o Mandarim levando consigo o dito diário. Em casa, enquanto meditava, ouviu uma voz que lhe pareceu familiar, era o Mandarim que lhe dizia para pegar no diário e ler as últimas páginas. Nessas páginas dizia como matar o Demónio. A seguir o Mandarim deu-lhe uma última ordem: Teodoro tinha que ir a uma gruta perto da fronteira da China, era aí que estava o Demónio. Seguindo as regras do Mandarim, Teodoro dirigiu-se à gruta, mas antes tinha que se preparar e, por isso ia obedecendo às instruções de como se matar o Demónio. No início da gruta, estavam duas gárgulas em pedra, foi aí que Teodoro se sentiu cada vez mais fraco. Quando ele pôs o primeiro pé dentro da gruta, uma série de tochas acenderam-se do nada, foi como se por magia, todo o seu equipamento estivesse à mão e Teodoro avançou. De repente ouviu uma voz muito grave, era o Demónio que planeava a morte da alma do Mandarim. Teodoro não aguentou mais a raiva que estava dentro de si, pegou na espada com água e, sem fazer barulho aproximou-se do Demónio que estava virado de costas para si. Um grito de dor inundou a gruta, finalmente o Demónio estava morto. O Mandarim pôde sair de dentro de Teodoro e disse-lhe que o seu comportamento merecia ser recompensado. O Mandarim ressuscitou, o Teodoro livrou-se das suas incalculáveis riquezas e restituiu a paz à miséria. Teodoro nunca se tinha sentido mais feliz na vida, pôde finalmente voltar a ser como era dantes e o Mandarim voltou ao seu cargo de equilíbrio.


Carolina Trindade 6º A nº7

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